quinta-feira, 2 de outubro de 2008



TAMANDUÁ-MIRIM



CLASSE: Mammalia
FAMÍLIA: Myrmecophagidae
ORDEM: Xenarthra
NOME CIENTÍFICO: Tamandua tetradactyla



O tamanduá-mirim é encontrado somente na América do Sul em áreas florestais, cerrados e campos. Mede 1,35 m de comprimento e pesa cerca de 6 Kg. Possui crânio alongado, língua comprida e vermiforme e o terceiro dedo dos membros anteriores contém uma unha muito forte e cortante, em forma de foice. A pelagem é pardacenta com uma grande mancha negra que se inicia no pescoço, indo até o peito e estendendo próximo à cintura, lembrando um colete. A temperatura corporal é muito baixa, o que explica a lentidão de movimentos e a criptorquidia (testículos dentro da cavidade abdominal para se manter quente). Os olhos são pequenos e sua visão é fraca, porém possui uma audição bastante desenvolvida. É solitário e possui hábitos crepusculares e noturnos. Sua cauda é semipreênsil e não possui pêlos longos (principal diferença deste animal com o Tamanduá bandeira que possui vasta cabeleira na cauda). Locomovem-se apoiando os membros anteriores na parte externa, ficando as unhas livres do solo e voltadas para o lado interior do braço. Durante a sua alimentação, utiliza suas fortes unhas para quebrar cupinzeiros e escavar o solo atrás de suas presas (formigas, cupins, abelhas e outros insetos). Então coloca sua língua comprida, roliça e pontiaguda com uma saliva viscosa dentro do buraco capturando seu alimento. Podem comer aproximadamente 1,5 Kg de insetos por dia. A fêmea gera só um filhote de cada vez, o qual anda agarrado nas costas da mãe até ficar com aproximadamente 3 meses de vida. O desmame ocorre por volta dos dois meses. A gestação dura de 130 a 150 dias. Os adultos podem viver ate 9 anos. Quando em perigo, pode subir bem alto nas árvores, usando o rabo para se segurar. Se o agressor insistir, ele pode soltar um mau cheiro de espantar qualquer inimigo. O Tamanduá-mirim é um bicho dócil, mas quando ameaçado ou acuado, levanta o corpo como se estivesse sentado e coloca as mãos para o alto. Quando o agressor se aproxima, o tamanduá o abraça podendo feri-lo seriamente com as garras. A principal ameaça aos Tamanduás e a destruição das áreas de cerrado para a formação de lavouras e pastos. É um dos animais brasileiros ameaçados de extinção.

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